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A Grife do Samba de Malandro

Paulino Neves - Um Dos Mais Genuínos Representantes

do Samba de Malandro

Paulino Neves é considerado um dos mais genuínos representantes do Samba de Morro (e de Malandro) contemporâneo. Paulino está no seu vigésimo terceiro CD de carreira, sempre trilhando o caminho do gênero partido-alto imortalizado por nomes como Aniceto do Império, Candeia, Xangô da Mangueira, Nei Lopes...; neto e filho de Carioca e de Baiano, traz no seu trabalho, uma gostosa mistura que passeia pelo samba de morro, gênero esse que tem como seus expoentes maiores o malandro Bezerra da Silva, já falecido, e, o também já falecido, Dicró, mais anteriormente, logicamente, o precursor do samba de breque Moreira da Silva também já falecido. Seu samba já recebeu “classificação única” como sendo um SAMBEMBOLADO porque chega a”flertar” com as emboladas de Jackson do Pandeiro e com a levada de Luiz Gonzaga. Mas é considerado mesmo, por muitos críticos, como uma espécie de sequência do trabalho dos grandes partideiros acima citados. Ele mesmo admite influência, na sua divisão musical, também, do sambista Martinho da Vila. Nascido na região de São José do Rio Preto, no berço do famoso Sítio dos Cariocas onde ouviu, desde pequeno, misturadas aos sambas, modas de viola do Tião Carreiro; de onde talvez possa ter saído sua predileção pelas músicas de valentia (tão solicitadas e aplaudidas pela malandragem nos seus CDs e Shows) e a ligação com algo que chega a lembrar uma das vertentes do samba rural paulista: a presença de viola caipira e de sanfona em muitos dos seus sambas. A ponto de receber participações especialíssimas desse segmento como as de Durval e Davi em dois dos seus CDs. Veio morar na cidade desde muito pequeno; trazido pela família na década de 80, apimentou esse tempero com histórias da periferia. É considerado um cronista urbano, respeitadíssimo, por exemplo, pela rapaziada do RAP que curte e difunde seu trabalho (todas as suas músicas possuem métrica e rima). Ao cair nas rodas, compôs aos 14 anos, seu primeiro samba que gravou em uma coletânea na Cidade de São Paulo junto com outros artistas. De lá pra cá foi sempre apontado por sua independência musical. Independência essa, criticada por muitos na época por preferir não compactuar com a ideia plastificada de algumas multinacionais a ponto de recusar contratos. Paulino percebeu muito precocemente que tal modelo de financiamento engessava os trabalhos mais genuínos. Agora, no entanto, não só é compreendido como reconhecido e exaltado por muitos em razão de colher os frutos dessa sua total independência tão afinada com os tempos atuais. E Paulino, sempre que pode, repassa aos seus iguais enfatizando ser um caminho à libertação ideológica e cultural do artista. Possui um Espaço Cultural onde recebe os amigos para as rodas nos finais de semana, e, principalmente à sua tradicional Feijoada Anual do ECPN (geralmente no mês de Julho) que se tornou um momento de rever os amigos do Samba e de divulgação do projeto Bambas Regionais (que está no Volume 5) em cujo CD dá oportunidade, desde 1996, a novos talentos regionais através de um dos seus selos musicais. E tudo acaba numa Roda de Samba (daquelas imperdíveis!). Totalmente conectado aos novos tempos, seus CDs e Projetos podem ser encontrados em diversas modalidades de infoprodrutos.